Adventistas do Sétimo Dia – Movimento de Reforma

Soldados do Senhor

Ninguém pensaria em unir-se a um exército em tempo de guerra, esperando ter sossego, folga e momentos realmente agradáveis e proveitosos. Todos sabem que as dificuldades e privações são os riscos e, enquanto durar a guerra, terão alimento pobre e frequentemente escassas rações, longas e cansativas marchas cada dia, suportando o calor do sol ardente, acampando-se à noite ao ar livre, expostos a chuvas torrenciais e enregelantes geadas, arriscando a saúde e a própria vida como alvos do inimigo. 

A vida cristã é comparada à vida de um soldado, e não se podem apresentar seduções na forma de comodidade e satisfação própria. É uma farsa a ideia de que os soldados cristãos devem ser isentos de conflitos, de experimentar provações, tendo todos os confortos temporais para desfrutar, e até mesmo os luxos da vida. O conflito cristão é batalha e marcha, exigindo resistência. Tem de ser feito trabalho difícil. Muitas vezes se demonstra fatal ao cristianismo daqueles que, com falsas ideias de amenidade e sossego, alistam-se como soldados no exército de Cristo e depois experimentam provações. Deus não apresenta recompensa àqueles cuja vida toda neste mundo foi de prazer e satisfação dos próprios desejos. … 

Daqueles que servem sob a bandeira ensanguentada do Príncipe Emanuel, espera-se que façam trabalho difícil, que ponha à prova toda faculdade que Deus lhes deu. Terão dolorosas provações a suportar por amor a Cristo. Terão conflitos que laceram a alma; se, no entanto, forem fiéis soldados, dirão com Paulo: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação.” 2 Coríntios 4:17. … 

Um exército ficaria desmoralizado se não aprendesse a obedecer às ordens do capitão. Cada soldado deve agir de comum acordo. A união é a força; sem união, os esforços são inexpressivos. Sejam quais forem as excelentes qualidades que os soldados possam ter, não poderão ser soldados confiáveis, fidedignos, se reivindicam o direito de atuar independentemente de seus companheiros. A ação independente não pode manter-se no serviço de Cristo. … 

Aqueles que preferem agir sozinhos não são bons soldados; têm no seu caráter alguma deformidade que precisa ser endireitada. Podem julgar-se conscienciosos, mas não realizam as obras de Cristo. Não podem prestar serviço eficiente. Sua obra será de natureza a separar, quando a oração de Cristo foi para que Seus discípulos fossem um, assim como Ele era um com o Pai. — Carta 62, 1886.

COMENTARIOS RECENTES

    MORADA POSTAL

    Apartado 2400
    1109-001 LISBOA
    Website: http://www.asdmr.org
    Email: Clique aqui
    Este site usa cookies. Ao utilizar o site, está concordar com a utilização que fazemos das mesmas. Quer saber mais sobre cookies?