Adventistas do Sétimo Dia – Movimento de Reforma

O Salvador foi tentado como nós o somos

Se puderem, imaginem-se no lugar de Cristo no deserto. Não há voz humana que vocês possam ouvir, mas estão cercados por demônios com enganosos disfarces, como anjos do Céu, introduzindo nas mais sedutoras atrações as ardilosas insinuações de Satanás contra Deus, como o fez com nossos primeiros pais. Seu sofisma é muitíssimo enganoso e engenhoso, para minar-lhes a confiança em Deus e destruir sua fé. Ele conserva a mente de vocês em constante tensão, de modo a obter um indício que possa usar de modo vantajoso para ele, seduzindo-os para uma polêmica, como se pudesse ler os pensamentos que vocês não expressam, assim como fez com Eva. 

Ele não conseguiu arrancar de Cristo uma palavra que o estimulasse a prosseguir. A expressão “Está escrito” foi pronunciada a cada passo, à medida que Satanás O tentava. Mas só a citação de Suas próprias palavras, as que Ele havia inspirado santos homens da antiguidade a escrever, sairia dos lábios de Cristo. … Na grande cena do conflito de nosso Senhor no deserto, aparentemente sob o poder de Satanás e seus anjos, teria Ele sido capaz, em Sua natureza humana, de ceder a essas tentações? … 

Como Deus, não podia ser tentado, mas como homem podia, e isso veementemente, e podia ceder às tentações. Sua natureza humana devia passar pela mesma prova que Adão e Eva enfrentaram. Sua natureza humana era criada; não possuía sequer os poderes angélicos. Era humana, idêntica à nossa. Estava passando pelo terreno onde Adão caíra. Encontrava-Se agora onde, se suportasse a prova em favor da raça caída, redimiria o ignominioso fracasso e a queda de Adão, em nossa própria humanidade. 

Possuía corpo humano e mente humana. Era osso de nossos ossos e carne de nossa carne. … Estava sujeito a desapontamentos e provações em Seu próprio lar, entre Seus irmãos. Não estava rodeado, como nas cortes celestes, por seres puros e amáveis. Cercavam-nO as dificuldades. Veio Ele ao nosso mundo para manter um caráter puro e santo e para refutar a mentira de Satanás, segundo a qual não era possível que seres humanos guardassem a lei de Deus. … 

Sendo participantes da natureza divina, podemos permanecer puros, santos e incontaminados. A Trindade não Se tornou humana, e o humano não foi deificado pela combinação das duas naturezas. Cristo não possuía a mesma deslealdade pecaminosa, corrupta e caída que possuímos, pois nesse caso não poderia ser uma oferta perfeita. — Manuscrito 94, 1893; Manuscript Releases 6:110-112.

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