Adventistas do Sétimo Dia – Movimento de Reforma

O rei de Jerusalém

Do cimo do Monte das Oliveiras, Jesus olhava sobre Jerusalém. Lindo e calmo era o cenário que diante dEle se desdobrava. … Os raios do Sol poente iluminavam a brancura de neve de suas paredes de mármore e punham reflexos no portal de ouro, na torre e pináculo. Qual “perfeição da formosura”, levantava-se ele como o orgulho da nação judaica. Que filho de Israel poderia contemplar aquele cenário sem um estremecimento de alegria e admiração?! Entretanto, pensamentos muito diversos ocupavam a mente de Jesus. “Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela.” Lucas 19:41. Por entre o universal regozijo de Sua entrada triunfal, enquanto se agitavam ramos de palmeiras, enquanto alegres hosanas despertavam ecos nas colinas, e milhares de vozes O aclamavam Rei, o Redentor do mundo achava-Se oprimido por súbita e misteriosa tristeza. Ele, o Filho de Deus, o Prometido de Israel, cujo poder vencera a morte e do túmulo chamara a seus cativos, estava em pranto, não em conseqüência de uma mágoa comum, senão de agonia intensa, irreprimível. 

Suas lágrimas não eram por Si mesmo. … Chorava pela sorte dos milhares de Jerusalém — por causa da cegueira e impenitência daqueles que Ele viera abençoar e salvar. … 

Conquanto Lhe fosse recompensado o bem com o mal e o Seu amor com o ódio (Salmos 109:5), Ele prosseguiu firmemente em Sua missão de misericórdia. Jamais eram repelidos os que buscavam a Sua graça. … Mas Israel se desviara de seu melhor Amigo e único Auxiliador. Os rogos de Seu amor haviam sido desprezados, Seus conselhos repelidos, ridicularizadas Suas advertências. … 

Quando Cristo estivesse suspenso da cruz do Calvário, teria terminado o tempo de Israel como nação favorecida e abençoada por Deus. … Quando Cristo olhava sobre Jerusalém, achava-se perante Ele a condenação de uma cidade inteira, de toda uma nação — sim, aquela cidade e nação que foram as escolhidas de Deus, Seu tesouro peculiar. 

A longanimidade de Deus para com Jerusalém apenas confirmou os judeus em sua obstinada impenitência. … Seus filhos tinham desdenhado a graça de Cristo. — O Grande Conflito entre Cristo e Satanás, 17-22, 28.

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