Adventistas do Sétimo Dia – Movimento de Reforma

Jesus anda connosco pelas tormentas

Devo hoje escrever a respeito de Cristo andando sobre o mar e acalmando a tempestade. … Quão vívido diante de minha mente está o barco, com os discípulos, açoitado pelas ondas. A noite era escura e tempestuosa. Seu Mestre estava ausente. O mar estava agitado; os ventos, contrários. Estivesse Jesus, seu Salvador, com eles, e se haveriam sentido seguros. Ao longo de toda a noite pelejaram com os remos, forçando passagem contra o vento e as ondas. Sentiam-se envolvidos pelo perigo e o horror. Aqueles eram homens fortes, acostumados a durezas e riscos, e não facilmente intimidados pelo perigo. 

Haviam esperado receber seu Salvador a bordo do barco num designado local, mas como poderiam alcançar aquele ponto sem Ele? Tudo parecia em vão, [pois] o vento lhes era contrário. A força dos remadores se exaurira, mas a impiedosa tormenta não se abatia, e os fustigava com ondas em fúria como para engolfar o barco e seus ocupantes. Ah, quanto ansiavam por Jesus! Na hora de seu maior perigo, quando se deram por perdidos, entre os clarões dos relâmpagos na quarta vigília da noite, Jesus Se lhes revelou, andando sobre a água. Então Jesus não Se havia esquecido deles! Seu vigilante olhar de terna simpatia e compassivo amor os havia acompanhado ao longo de toda a pavorosa tormenta. Em sua maior necessidade, estava perto deles. … 

No momento exato em que o desespero ocupava o lugar da esperança, quando sentiam ter sido totalmente abandonados, o olhar do Redentor do mundo os vigiava com uma compaixão tão terna quanto a de uma mãe que vela sobre o filho doente, e esse amor é infinito. Os discípulos a princípio se assustaram, mas acima do rugir da furiosa tempestade se ouvem as palavras que eles mais ansiavam ouvir: “Tende bom ânimo! Sou Eu. Não temais!” Restaura-se-lhes a confiança. “Jesus; é Jesus!” diziam, um para o outro. “Não tenham medo; é Jesus, o Mestre.” 

Jesus disse aos ventos e às ondas, às águas turbulentas: “Acalma-te, emudece.” Ah, quantas vezes, em nossa experiência, temos estado numa posição semelhante à desses discípulos! Quantas vezes tem Cristo Se revelado a nós e transformado nossa tristeza em alegria. Ah, poderoso Redentor, generoso e compassivo Salvador, capaz de acalmar, com Teu poder infinito, todas as tempestades, capaz de reviver todos os corações. Ele é nosso Redentor. Podemos confiar nEle tanto na tormenta quanto num dia ensolarado. — Carta 5, 1876.

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