Adventistas do Sétimo Dia – Movimento de Reforma

Devemos prestar humilde serviço

O pedido de Tiago e João, de se assentarem à direita e à esquerda do trono de Cristo, excitara a indignação dos outros. O fato de os dois irmãos manifestarem a presunção de pedir a mais alta posição excitara por tal forma os dez, que havia ameaça de alheamento. Pensaram que eram mal julgados, que sua fidelidade e seus talentos não eram apreciados. Judas era o mais rigoroso contra Tiago e João. 

Quando os discípulos entraram na sala da ceia, tinham o coração cheio de ressentimentos. Judas apressou-se em tomar lugar junto de Cristo, à esquerda; João estava à direita. Se houvesse lugar mais elevado, Judas estava decidido a ocupá-lo, e esse lugar, julgava-se, era junto de Cristo. E Judas era um traidor. 

Surgira outra causa de dissensão. Numa festa, era costume que um servo lavasse os pés aos hóspedes, e nessa ocasião se fizeram preparativos para esse serviço. O jarro, a bacia e a toalha ali estavam, prontos para a lavagem dos pés; não havia nenhum servo presente, porém, e cabia aos discípulos fazer isso. Mas cada um deles, cedendo ao orgulho ferido, resolveu não desempenhar a parte de servo. … 

Olhando para o semblante perturbado de Seus discípulos, Cristo ergueu-Se da mesa e, pondo de lado a veste exterior, que Lhe poderia estorvar os movimentos, tomou uma toalha e cingiu-Se. … 

Judas foi o primeiro cujos pés Jesus lavou. Judas já havia fechado o acordo para entregar Jesus nas mãos dos sacerdotes e escribas. Cristo lhe conhecia o segredo. Não obstante, não o expôs. Estava sequioso de sua alma. Seu coração bradava: Como posso renunciar a ti? Esperava que Seu ato de lavar os pés de Judas tocasse o coração do discípulo errante e o impedisse de completar seu ato de deslealdade. E por um momento o coração de Judas comoveu-se intensamente com o impulso de confessar no mesmo instante e ali mesmo o seu pecado. Mas não queria humilhar-se. Endureceu o coração contra o arrependimento. Escandalizou-se com o ato de Cristo. Se Jesus assim Se humilhava, pensou, não podia ser o Rei de Israel. … 

Até mesmo Judas, se se houvesse arrependido, teria sido recebido e perdoado. A culpa de sua alma teria sido lavada pelo sangue expiatório de Cristo. Mas, com autoconfiança e exaltação própria, acalentando em alta estima a sua própria sabedoria, justificou seu procedimento. — Manuscrito 106, 1903.

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