Adventistas do Sétimo Dia – Movimento de Reforma

Crenças

I. A Divindade

“Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos exércitos: Eu sou o Primeiro, e Eu sou o Último, e fora de Mim não há Deus.” Isaías 44:6. “Olhai para Mim, e sereis salvos, vós, todos os confins da Terra; porque Eu sou Deus, e não há outro.” Isaías 45:22.

A. O Pai

Há um só Deus, o pai eterno, o Criador: um ser pessoal, espiritual, infinito em amor e sabedoria., onipotente, onipresente, onisciente, imortal.

B. O Filho

Jesus Cristo é o filho do Deus vivo, um em natureza com o Pai Eterno. Através de Cristo toda as coisa foram criadas. Conservando Sua natureza divina, Cristo tomou sobre Si a natureza humana, fez-Se carne, e viveu numa terra como homem sem pecado, tornou-Se um exemplo para nós. Morreu pôr nossos pecados na cruz, ressurgiu e ascendeu ao céu, junto ao pai, onde vive sempre para fazer intercessão pôr nós.

C. O Espírito Santo

O Espírito Santo é representante de Cristo na terra, e é um em propósito com o Pai e o Filho. É o agente regenerador na obra da redenção. As três pessoas – Deus (o Pai), Jesus Cristo (o Filho) e o Espírito Santo, são as pessoas da Divindade.

II. As Santas Escrituras

As Escrituras Sagradas, tanto o Velho como o Novo Testamento, constituem a palavra de Deus. Foram transmitidas por inspiração de Deus, contêm a toda suficiente revelações da vontade de Deus ao homem, e são a única e a infalível regra de fé e prática.

III. Leis divinas

A lei moral dos dez Mandamentos, de Êxodo 20:1-17, é a expressão da vontade de Deus, abrangendo o dever do homem para com Deus e para com seu próximo. A lei é imutável, vigora sobre todo os seres humanos de toda época e de todo lugar, e está acima de todas as leis humanas. A obediência a lei moral revela o amor do homem a Deus. A transgressão de qualquer mandamento da lei moral (Tiago 2:10) é pecado e o salário do pecado é a morte. Não somos salvos pela obediência à lei, mas através de Cristo, pela Sua força podemos render obediência e escapar da condenação.

A. A lei moral de Deus

A lei de Deus – padrão de toda justiça, expressão de Sua mente, Seu caráter, Sua vontade – é a personificação de dois grandes princípios: amor para com nosso Criador e amor para com nossos semelhantes (Mateus 7:12; 22:36-40; Romanos 13:8-10). Esses dois princípios são resumidos nos Dez Mandamentos, que, por sua vez, são detalhados em todos os juízos e estatutos morais contidos na Bíblia inteira (Gênesis 26:5; Êxodo 15:26; Deuteronômio 4:1, 2 e 6; Neemias 9:13 e 14).

B. A lei cerimonial

A lei cerimonial do velho testamento imposta ao povo judeu apontava para o futuro Messias. Tipificava a obra de Cristo, e suas exigências cessaram na cruz. A lei cerimonial que inclui os Sábados cerimoniais, dias santos dos judeus, não deve ser confundida com a lei Moral nem com o Sábado do quarto Mandamento.

IV. O Sábado

O quarto mandamento da lei moral de Deus (Ex20:8-11) exige a observância do Sábado do sétimo dia. É um dia sagrado de descanso, um memorial de criação e um sinal da recriação e da redenção assim como da santificação. uma instituição espiritual dedicada á adoração religiosa e ao estudo da palavra de Deus. Génesis 2:1-3; Êxodo 16:23; Ezequiel 20:12,20; Isaías 58:13,14; Marcos 2:28; Hebreus 4:1-10. A verdadeira observância do sábado exige do crente a cessação de todo trabalho secular ao pôr-do-sol de sexta-feira até ao pôr-do-sol do Sábado. A Preparação para o Sábado, deve ser feita na sexta-feira, antes que o Sábado tenha inicio. Levíticos 23:32; Êxodo 16:22,23; Lucas 23:54; Marcos 16.1. Mesmo Cristo e seus apóstolos, tanto antes como depois da crucifixão, observaram o Sábado, portanto desde a criação o Sábado foi, continua sendo, e será sempre verdadeiro dia de repouso. (Ananias e Paulo não poderiam ser achados sem culpa perante os Judeus se não fieis guardadores do Sábado).

O primeiro dia da semana, comummente chamado domingo, foi nos tempos antigos dedicado à adoração do sol.

A medida que a igreja cristã apostatou da verdadeira doutrina nos primeiros século, o Sábado do Sétimo dia foi gradualmente substituído pelo primeiro dia. O domingo, com outras instituições pagãs, foi adotado pela igreja Cristã. A observância do domingo não é fundada na Bíblia.

V. Origem do mal e queda de Lúcifer

“Deus é amor.” Sua natureza, Sua lei, Seu governo, Seu lidar com as pessoas e cada uma de Suas manifestações é expressão do Seu amor (1 João 4:16). O amor de Deus está associado a outras qualidades de Seu caráter. Veja o capítulo 1. Então, como Deus poderia permitir a origem do mal?

Todas as criaturas inteligentes foram criadas livres para escolher entre obediência e desobediência aos grandes princípios de verdade, justiça e amor. Lúcifer (que significa “anjo de luz”), um dos querubins mais exaltados, empregou mal sua liberdade de escolha (Deuteronômio 30:19; Gálatas 6:7 e 8). Esse foi o começo da grande rebelião no Céu. Lúcifer tornou-se Satanás (do hebreu Shatan, que significa “adversário”). Pôs de lado a lei de Deus através de auto-exaltação, fraude, mentira e assassinato (Ezequiel 28:13-15 e 17; Isaías 14:12-14; Apocalipse 12:7 e 8; João 8:44 (cf. João 3:15)).

VI. A criação

A Bíblia ensina que o Universo e as várias formas de vida foram criados por Deus por meio de Cristo, independentemente de coisas visíveis e invisíveis, e que “a criação de Deus é reservatório de meios feitos para que Ele os empregue imediatamente”, de acordo com Seu propósito (Hebreus 11:3; Salmos 33:6 e 9; Gênesis 1:1; 2:7; Jó 26:7-14; 38:36; Isaías 45:18; Colossenses 1:16). Temos alguma compreensão do Deus invisível pelas coisas visíveis que criou (Romanos 1:19 e 20; Salmos 19:1). Deus criou este mundo em seis dias literais (Gênesis 1:31;2:1; Hebreus 1:2; João 1:3; Jó 38:4-7; Êxodo 20:11).

VII. O plano da redenção

 

Em razão do pecado, o homem foi separado de Deus, a Fonte de vida. A menos que permita a si mesmo a provisão feita para sua restauração, deve sofrer a morte eterna (extinção) (Isaías 59:2 (cf. João 1:4); Romanos 5:12; 6:23 (primeira parte)). Porém, não precisa perecer, a menos que escolha isso. Pode encontrar o caminho de volta a Deus e desfrutar vida eterna por meio de Cristo (João 6:35, 40, 47 e 48; 14:6).

A. Graça, fé e obras

Graça significa "favor imerecido". Pôr causa do pecado, a humanidade deve sofrer as consequências da morte. Deus manifestou o Seu estendendo a salvação da morte eterna por amor de Jesus Cristo ao imerecedor homem pecador. A salvação é consumada quando os pecadores são atraídos a Cristo através dos meios da graça: (a) A palavra de Deus, (b) o Espírito santo e (c) o ministério do Evangelho.

B. Justiça imputada e justiça comunicada

Quando, pela fé, o pecador vai a Cristo como ele é e confessa seus pecados, os méritos da vida de Cristo são creditados em seu favor. Ele é gratuitamente perdoado através dos méritos do sangue de Cristo (1 João 1:9; Romanos 3:23-26,31; 5:1, 9, 10, 16-19; Gálatas 2:16;3:24; 2 Coríntios 5:19 e 21).

C. Parte desempenhada pelas pessoas

 

O dever do pecador é responder ao chamado de Deus para arrependimento (Mateus 4:17; Apocalipse 3:20; Hebreus 3:15 (cf. Mateus 22:14); Marcos 2:17; Atos 2:37 e 38).

D. Perfeição cristã

Os remidos permanecerão sem faltas perante o trono de Deus (Salmos 37:37; Mateus 5:48; Lucas 6:40; Filipenses 3:15; 1 Pedro 5:10; Judas 24).

E. Não há segunda chance

A Bíblia ensina que a porta da graça – tempo em que aos pecadores é dada oportunidade de obter salvação – não ficará aberta para sempre. O tempo de prova terá fim pouco antes do retorno de nosso Senhor Jesus Cristo. Não haverá segunda chance após o encerramento da provação (Lucas 13:23-27; Mateus 7:22 e 23; 25:10-13; Isaías 55:6; 2 Coríntios 6:1 e 2; Jeremias 8:20; Apocalipse 22:11).

VIII. Batismo

As pessoas que atingiram a idade responsável e que experimentaram "o novo nascimento", devem ser batizadas pela imersão em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Isso representa a morte, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo, assim como a morte do "velho homem" e a ressurreição do "homem novo" para uma nova vida em Cristo.

IX. A cerimônia da comunhão

A. Lava-pés

O Lava-pés, é o ritual da humildade, que precede a cerimónia da Ceia do Senhor, foi instituído por Cristo e prescrito à igreja cristã para ensinar humildade, igualdade, amor fraternal e unidade em Cristo. Reconciliação entre irmãos deve precede o ritual.

B. Santa Ceia

Ao participar do pão ázimo e do vinho não fermentado que representam o corpo e o sangue de cristo, o crente comemora o Seu sofrimento e a Sua morte. O significado sagrado dessa cerimónia exige que seja restrita aqueles que confessaram a Cristo através do batismo sendo membros da igreja em situação regular.

X. O santuário

O futuro do mundo é nos revelado na Bíblia, mediante a profecia. Em realidade, a profecia é a história antecipada.

O maior período profético da Bíblia os dois mil e trezentos dias (anos, como Números 14:34 e Ezequiel 4:6) de Daniel 8:14, findou no ano de 1844, quando a "purificação do santuário", ou o juízo investigativo teve início. O termo juízo investigativo refere-se a obra pré-Advento, de examinar os registos celestiais de todos os atos dos que professaram ser filhos de Deus através dos tempos. O resultado desta investigação determinará o destino de cada alma, para a vida eternal ou para a morte eternal.

XI. As mensagens dos três anjos

Alguns anos antes do fim do período de dois mil e trezentos anos (Daniel 8:14), pouco antes de Cristo, como nosso Sumo Sacerdote, ter adentrado o lugar santíssimo do santuário celestial, teve início um reavivamento mundial na expectativa da breve volta de Cristo. Cristãos adventistas fiéis reconheceram a mensagem de Apocalipse 14:6-8 como confiada por Deus a eles. Apesar de a maioria dentre as denominações cristãs haver rejeitado a mensagem solene de preparação – a mensagem do primeiro anjo –, tendo assim se tornado Babilônia (confusão), a mensagem do segundo anjo, servindo como advertência, preparou caminho para a terceira (Apocalipse 14:9-12). Desde então, a verdade do evangelho eterno, que inclui os mandamentos de Deus, é proclamada a todos os povos, nações e línguas. A assembléia da última igreja antes da segunda vinda de Cristo prossegue.

XII. Aquele outro anjo

Outro anjo (Apocalipse 18:1) une-se ao terceiro anjo para dar poder adicional à proclamação da advertência contra a besta e sua imagem. A mensagem do segundo anjo é repetida com a declaração das corrupções adicionais que invadiram as igrejas cristãs desde o começo de sua obra, em 1844 (Apocalipse 18:2 e 3). A obra desse anjo começa com a proclamação da mensagem “Cristo, Justiça Nossa”, em 1888, que deve iluminar a Terra com a glória de Deus (Êxodo 33:18 e 19; Ageu 2:9 e 7; Colossenses 1:27; Habacuque 2:14).

XIII. O dom de profecia

O Dom da profecia foi dado a igreja de Cristo como guia, encorajamento e sinal de identificação verdadeira.

Em harmonia com a promessa de Atos 2:14-21, o Dom de profecia foi restaurado nestes últimos dias, não como um acréscimo a Bíblia ou em sua substituição, mas como um guia e uma marca de distinção para o povo remanescente de Deus. Os escritos inspirados reconduzem a nossa atenção para os princípios da Bíblia como nossa regra de fé e prática e ajudam a preservar-nos da má interpretação da Palavra de Deus.

XIV. Casamento

Foi ordenado por Deus, honrado por Cristo, e une ambos os cônjuges por toda a vida. Nem o divórcio com finalidade de novo casamento, nem união de facto nem o casamento com descrentes não estão em harmonia com o princípio divino do matrimónio.

XV. A família cristã

Após criar Adão e Eva, Deus os uniu como marido e mulher, abençoou-os e então lhes disse: “Frutificai e multiplicai-vos; enchei a Terra e sujeitai-a.” (Gênesis 1:28). Era propósito de Deus que a Terra fosse povoada com seres criados à Sua própria imagem, compondo famílias que trariam glória a Ele e se tornariam membros da família maior, no Céu (Isaías 45:18; Efésios 3:14 e 15). Apesar de o propósito original de Deus haver sido posto de lado como resultado do pecado humano, seu cumprimento final é certo (Romanos 8:28; Apocalipse 21:3 e 5).

XVI. Temperança cristã

Porque o corpo do Cristão é o templo do Espírito Santo, o crente deve salvaguardar a sua saúde seguindo a lei natural, descartando os artigos de alimentação prejudiciais à saúde e hábitos de vida não naturais, e ser moderado no uso das coisas boas. 1 Coríntios 3:16, 17; Filipenses 4:5.

Hábitos de vestir são um indicador do caráter. A modéstia Cristã e o respeito próprio levam-nos a abstermo-nos da moda extravagante do mundo.

XVII. Separação do mundo

Separação do mundo significa separar-se de suas idéias, teorias, hábitos, práticas, associações mundanas e tudo que seja contrário à Palavra de Deus (João 17:15 e 16; 2 Coríntios 6:14-18; Tiago 4:4; 1 João 2:15-17; Apocalipse 18:4). “Há uma linha divisória distinta, traçada pelo próprio Deus, en-tre a igreja e o mundo, entre os que observam Seus mandamentos e os que quebrantam Seus preceitos. Não se unem uns aos outros.” – Testemunhos para a igreja, vol. 5, p. 602.

XVIII. Dever para com as autoridades civis

O Cristão está sob o dever de respeitar e obedecer a autoridade divina e as humanas. Ele respeita e obedece a toda as lei Justas dos governos terrestres não por força, mas por consciência. Se os requisitos das leis humanas estão em conflito com a lei de Deus, então o cristão deve decidir por si mesmo: Devo obedecer a Deus ou ao homem? Nossa consciência cristã proíbe-nos de ter qualquer parte em atividades políticas.

XIX. O selamento

A mensagem dos três anjos de Apocalipse 14:6-12, em conjunto com a mensagem daquele outro anjo de Apocalipse 18:1-4, são a verdade presente. O fim destas mensagens de graça é preparar, de todos os povos, um povo que se encontre com Jesus na Sua segunda vinda e que seja guardado das pragas que cairão, como ira pura de Deus sobre a cristandade apostatada, ao terminar o tempo da graça

XX. A igreja de Deus

A igreja de Cristo é um corpo visível e organizado, não indivíduos disperses. A igreja delega parte de sua autoridade a oficiais eleitos, não para dominar sobre a igreja, mas para servi-la, na edificação do corpo de Cristo. A igreja tem a autoridade de aceitar membros pelo batismo e profissão de fé, e de excluir membros por justa causa.

XXI. Mordomia

Dar os dízimos e as ofertas para o sustento do ministério e da pregação do evangelho, é um dever do Cristão.

XXII. A segunda vinda de Cristo

A provação humana termina pouco antes da vinda de Cristo, que será literal, pessoal, visível, audível e universal.

XXIII. Origem, natureza e destino das pessoas

A fim de obter a salvação do pecado e das suas consequências, o homem deve passar pela experiência do novo nascimento- transformação da vida. O render-se a operação do Espírito Santo sobre o coração , conduz a pessoa ao arrependimento dos pecados cometidos e nela cria o desejo de viver em obediência a vontade de Deus. Essa transformação a Bíblia denomina 'novo nascimento'. A nova vida e resultante é mantida pela fé em Jesus Cristo.

XXIV. O milénio

Depois da segunda vinda haverá um período de mil anos denominado milénio. Durante esse tempo, os justos estarão no céu com Cristo, os ímpios permanecerão no pó da terra desolada. Enquanto a terra está desolada, os justos julgarão os ímpios. No fim do milénio, os impios são ressuscitados para serem destruídos pelo fogo.

XXV. A nova Terra

Após a purificação da terra pelo fogo, Deus fará "novas todas as coisas", restaurando a terra a sua beleza edénica. Esta nova terra então se tornará o eterno lar dos remidos, com Cristo reinando supremo através dos infindáveis séculos da eternidade.

COMENTARIOS RECENTES

    MORADA POSTAL

    Apartado 2400
    1109-001 LISBOA
    Website: http://www.asdmr.org
    Email: Clique aqui
    Este site usa cookies. Ao utilizar o site, está concordar com a utilização que fazemos das mesmas. Quer saber mais sobre cookies?