Adventistas do Sétimo Dia – Movimento de Reforma

Condenamos a Cristo com nosso silêncio

Na sala do julgamento acha-Se Cristo, ligado como preso. O magistrado olha para Ele com suspeita e severidade. O povo se reúne rapidamente, e os espectadores estão por todos os lados enquanto se lêem as acusações contra Ele: “Afirma ser o rei dos judeus.” “Recusa-Se a pagar tributo a César.” “Faz-Se igual a Deus.”… 

Pilatos estava convencido de que nenhuma evidência de culpa poderia ser comprovada, a despeito de terem os sacerdotes e príncipes declarado que Ele falava blasfêmia. Mas os judeus estavam sob a inspiração de Satanás como estiveram Caim e outros assassinos, decididos a destruir a vida em lugar de salvá-la. “Insistiam, porém, cada vez mais, dizendo: Ele alvoroça o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui.” Lucas 23:5. 

Agora pensou Pilatos ver uma oportunidade de livrar-se da questão do julgamento de Cristo. Percebeu claramente que os judeus haviam entregado a Cristo por inveja. … “Ao saber que era [Cristo] da jurisdição de Herodes, estando este, naqueles dias, em Jerusalém, lho remeteu.” Lucas 23:7. 

Era esse o Herodes cujas mãos estavam manchadas com o sangue de João. “Herodes, vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-Lo, por ter ouvido falar a Seu respeito; esperava também vê-Lo fazer algum sinal.” Lucas 23:8. 

A obra e missão de Cristo no mundo não era satisfazer a frívola curiosidade de príncipes, governantes, sacerdotes ou camponeses. Veio para curar os quebrantados de coração. … Pudesse Cristo ter proferido qualquer palavra para sarar as feridas das pessoas enfermas de pecado, e não guardaria silêncio. Mas as preciosas gemas da verdade, instruíra Ele os discípulos, não deviam ser lançadas aos porcos. E a atitude de Cristo perante Herodes tornou Seu silêncio eloquente. 

O povo judeu levara seu tão aguardado Messias à condenação pelo poder sob o qual eles mesmos se encontravam em servidão. Procuraram obter a condenação do Príncipe da vida — o Único que os podia libertar da escravidão. — Manuscrito 112, 1897.

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