Adventistas do Sétimo Dia – Movimento de Reforma

Avareza e cobiça levarão à ruína

Os discípulos haviam perscrutado atentamente o rosto uns dos outros, enquanto indagavam: “Porventura, sou eu, Senhor?” Mateus 26:22. Até então Judas estivera em silêncio, como que desinteressado. Agora seu silêncio atraía para ele todos os olhares. Para fugir à investigação dos discípulos, perguntou, como eles haviam feito: “Acaso sou eu, Mestre?” Jesus respondeu solenemente: “Tu o disseste.” Mateus 26:25. … 

Mesmo agora poderia Judas ter reconhecido sua culpa, mesmo agora rompido o poder sedutor sobre si. Cristo lhe estava justamente ao lado, pronto para auxiliá-lo. Mas seu orgulho e a tentação do inimigo foram tão fortes que ele não teve poder para escapar da cilada. Em vez de lançar-se sobre a misericórdia de um compassivo Salvador, preparou-se para resistir. … 

A história de Judas apresenta o triste fim de uma vida que poderia ter sido honrada por Deus. … O próprio Judas havia solicitado um lugar no círculo mais íntimo de discípulos. Com grande veemência e aparente sinceridade, declarou: “Senhor, seguir-Te-ei para onde quer que fores.” … 

Os discípulos estavam ansiosos por que Judas fosse contado entre eles. Tinha imponente aparência, era dotado de perspicácia e habilidade executiva, e eles o recomendaram a Jesus como pessoa que Lhe seria de grande utilidade na obra. 

O rosto de Judas não era repulsivo. Era vivo e inteligente, mas carecia da ternura e compaixão que se vêem numa pessoa verdadeiramente convertida. … Servindo aos outros, Judas poderia ter desenvolvido espírito abnegado. Mas ao passo que ouvia diariamente as lições de Cristo e Lhe testemunhava a vida isenta de egoísmo, Judas condescendia com uma disposição cobiçosa. … 

Cristo leu o seu coração, e em Seus ensinos demorava-Se sobre os princípios de generosidade que feriam pela raiz a cobiça. Apresentava diante de Judas o odioso caráter da ganância, e muitas vezes compreendeu o discípulo que seu caráter fora descrito, apontado seu pecado; mas não queria confessar e abandonar sua injustiça. Era cheio de presunção e, em lugar de resistir à tentação, continuava em suas práticas fraudulentas. … 

Se bem que Jesus conhecesse Judas desde o princípio, lavou-lhe os pés. E o traidor teve o privilégio de unir-se com Cristo na participação do sacramento. … A ele fora oferecido o pão da vida e a água da salvação. A ela fora dada a lição do Salvador. Mas Judas recusou-se a ser beneficiado. — Manuscrito 106, 1903.

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