Adventistas do Sétimo Dia – Movimento de Reforma

A obra só avança com a morte do “eu”

Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim […] (Gálatas 2:20).

O Senhor Jesus, no Monte das Oliveiras, declarou positivamente que “por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará” (Mateus 24:12). Ele fala de uma classe de pessoas que caíram de elevado estado de espiritualidade. Que declarações dessa natureza nos impressionem o coração com solene e penetrante poder. Onde está o fervor, a devoção a Deus, que corresponde à grandeza da verdade que professamos crer? O amor do mundo, o amor de algum pecado predileto, tem privado o coração do amor da oração e da meditação nas coisas sagradas. Conserva-se uma rotina formal de cultos; mas onde está o amor de Jesus? A espiritualidade vai perecendo. Há de este torpor, esta lamentável decadência, ser perpetuada? Há de a lâmpada da verdade enfraquecer e se extinguir em trevas, por não ser novamente enchida com o óleo da graça?
Quisera que todo pastor e cada um de nossos obreiros pudesse ver esta questão como me tem sido apresentada. A vaidade e a presunção estão matando a vida espiritual. O eu é exaltado; fala-se sobre o eu. Oh! se morresse esse eu! “Cada dia morro” (1 Coríntios 15:31), disse o apóstolo Paulo. Quando esta orgulhosa, jactanciosa presunção, e esta complacente justiça própria permeiam a alma, não sobra lugar para Jesus. É-Lhe dado um lugar inferior, ao passo que o eu incha em importância, e enche todo o templo da alma. Eis a razão por que o Senhor pode fazer tão pouco por nós. Cooperasse Ele com os nossos esforços, e o instrumento atribuiria toda a glória à própria esperteza, sabedoria, habilidade, e a pessoa se felicitaria a si mesma, como fez o fariseu: “Jejuo duas vezes na semana, e dou o dízimo de tudo quanto possuo” (Lucas 18:12). Quando o eu estiver escondido em Cristo, não será tantas vezes trazido à tona. Não satisfaremos os desígnios do Espírito de Deus? Não nos deteremos mais na piedade prática, e incomparavelmente menos em arranjos e confabulações?

[…] Satanás está continuamente nos atacando por novos meios, ainda não experimentados, e por que haviam de os oficiais do exército de Deus ser ineficientes?. — Testemunhos para a igreja, vol. 5, p. 538.

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