Adventistas do Sétimo Dia – Movimento de Reforma

A. A lei moral de Deus

A. A LEI MORAL DE DEUS

Expressão do caráter de Deus

A lei de Deus – padrão de toda justiça, expressão de Sua mente, Seu caráter, Sua vontade – é a personificação de dois grandes princípios: amor para com nosso Criador e amor para com nossos semelhantes (Mateus 7:12; 22:36-40; Romanos 13:8-10). Esses dois princípios são resumidos nos Dez Mandamentos, que, por sua vez, são detalhados em todos os juízos e estatutos morais contidos na Bíblia inteira (Gênesis 26:5; Êxodo 15:26; Deuteronômio 4:1, 2 e 6; Neemias 9:13 e 14).

“A lei de Deus é tão sagrada quanto Ele próprio. É revelação de Sua vontade, transcrição de Seu caráter, expressão do amor e da sabedoria divinos.” – Patriarcas e profetas, p. 52.

Princípios do governo de Deus

O governo de Deus é baseado em princípios de verdade e justiça sólidos, bons, santos, perfeitos e eternos, revelados em Sua lei. Portanto, tudo que for contrário a esses princípios é pecado (Salmos 89:14; 119:142 e 172; 19:7; 111:7 e 8; Romanos 7:12 e 16; 1 Timóteo 1:8 (cf. Tiago 4:17); 1 João 3:4; Romanos 3:20).

Proclamada e escrita por Cristo

A lei de Deus (também chamada de lei de Cristo) foi proclamada por nosso Salvador no Monte Sinai (Êxodo 20:1-17) e escrita por Sua própria mão em duas tábuas de pedra (Êxodo 31:18; Atos 7:38 (cf. Isaías 63:9; Malaquias 3:1; 1 Coríntios 10:4 e 9; Hebreus 12:24-26); Deuteronômio 33:2; Êxodo 24:12; Deuteronômio 4:2, 12 e 13; 5:4-7 e 22). É a mesma lei dada no princípio a Adão e Eva, e aos patriarcas (Oséias 6:7; Gênesis 4:7 (cf. 1 João 3:4); Gênesis 26:5; Romanos 4:15; 5:12). Essa lei jamais deve ser confundida com a lei cerimonial. Nada deve ser subtraído ou adicionado a ela. O Decálogo foi definido e explicado nos estatutos e juízos. Essa é a base do concerto de Deus com Seu povo, no Sinai (Êxodo 24:4, 7 e 8; Hebreus 9:19 e 20).

“Por entre trovões e relâmpagos, foi Cristo quem proclamou a lei no Monte Sinai.” O maior discurso de Cristo, p. 45.

Vindicada por Cristo

Quando Cristo esteve na Terra, não mudou nem aboliu Sua lei – a lei dos Dez Mandamentos (Mateus 5:17-20). Pelo contrário: Ele a engrandeceu, vindicou, explicou, ensinou, fê-la honorável e repreendeu os transgressores dela (Isaías 42:21; Mateus 5:21, 22, 27 e 28; 7:12; 15:3; 19:17-19; 22:36-40; 23:2 e 3; Lucas 10:25 e 26; 16:17 e 18; João 7:19).

Escrita no coração dos seguidores de Cristo

Sob o Novo Concerto, o Espírito Santo nos guia em toda a verdade, escrevendo a lei de Deus (lei de Cristo) em nosso coração (Ezequiel 36:24-29; Jeremias Leis divinas 31:33 (Hebreus 8:10); 2 Coríntios 3:3).

Ensinada pelos apóstolos

A lei moral de Deus, a lei dos Dez Mandamentos, tal qual é em Jesus (Salmos 40:8), permanece ativa sob o Novo Concerto, como espelho para nosso auto-exame (Atos 25:8; 24:14; Romanos 2:12-23; 3:19-21, 31; 4:15; 7:7-14, 22; 8:4 e 7; 1 Coríntios 7:19; 15:56; 1 Timóteo 1:9 e 10; Tiago 1:22-25; 2:8-14; 4:11; 1 João 2:3-6; 3:4; 5:3; Apocalipse 11:19; 22:14). Os apóstolos a ensinaram como legado precioso recebido de Deus através dos judeus (Romanos 2:25-27).

“Quando se abriu o templo de Deus no Céu, foi vista a arca do Seu testemunho. Dentro do santo dos santos, no santuário celestial, acha-se guardada sagradamente a lei divina – lei pronunciada pelo próprio Deus em meio aos trovões do Sinai, e escrita por Seu próprio dedo nas tábuas de pedra.

A lei de Deus no santuário celeste é o grande original, de que os preceitos inscritos nas tábuas de pedra, registrados por Moisés no Pentateuco, eram uma transcrição exata.” – O Grande Conflito, p. 433 e 434.

“A lei moral jamais foi um tipo ou sombra. Existiu antes da criação do homem, e vigorará enquanto permanecer o trono de Deus.” – Mensagens escolhidas, vol. 1, p. 239 e 240.

Cristo e a lei: inseparáveis

Cristo disse que viria com a lei no coração (Salmos 40:8; Hebreus 10:8 e 9). Portanto, não podemos receber a lei sem Cristo, ou Cristo sem a lei. Os dois são inseparáveis. O fim (ou objetivo) da lei é mostrar nossos pecados (Romanos 3:20; Tiago 1:22-25) e nos conduzir ao Portador de pecados, Jesus Cristo (Romanos 10:4; Gálatas 3:24). Quando aceitamos Cristo, Ele escreve Sua lei, o Decálogo, em nosso coração (Jeremias 31:33; Hebreus 10:16), e torna-se natural obedecer-Lhe (1 João 3:6; O Desejado de Todas as Nações, p. 308).

“A lei é grande espelho por meio do qual o pecador pode discernir os defeitos do seu cará- ter moral.” – The Signs of the Times, 18 de julho de 1878.

Padrão de julgamento

A lei de Deus é a norma pela qual ações, palavras, intenções e pensamentos das pessoas serão julgados (Eclesiastes 12:13 e 14; Romanos 2:12 e 13; 3:19; Tiago 2:12).

“A lei de Deus é a norma pela qual o caráter e vida dos homens serão aferidos no juízo.” – O Grande Conflito, p. 482.

Estatutos e juízos

“Mas [o Senhor] não Se limitou a dar-lhes os preceitos do Decálogo. O povo mostrara deixar-se transviar tão facilmente que Ele não deixaria indefesa nenhuma entrada para a tentação. Ordenou-se a Moisés escrever, conforme Deus lhe mandasse, juízos e leis que davam minuciosas instruções quanto ao que era requerido. Essas instruções relativas ao dever do povo para com Deus, de uns para com outros e para com o estrangeiro eram apenas os princípios dos Dez Mandamentos, ampliados e dados de maneira específica, para que ninguém estivesse no caso de errar. Destinavam-se a resguardar a santidade dos dez preceitos gravados nas tábuas de pedra.” – Patriarcas e profetas, p. 364.

“Se o povo houvesse praticado os princípios dos Dez Mandamentos, não teria havido necessidade das instruções adicionais dadas a Moisés.” – Ibidem.

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